JOSEPH PEREZ
Objetivo: Exposição das condições políticas, econômicas e sociais na espanha do séc. XVI.
Objetivos especificos: detalhamento das condições políticas, econômicas e sociais da Espanha do séc. XVI, suas relações no processo do mercantilismo e formação das bases do capitalismo. As causas segundo a lnterpretaçào dos autores em particular da professora Suzana Bleil de Souza que levaram a Espanha a desenvolver-se em menor escala que outros países da Europa.
RESUMO DO TEXTO PARA AULA.
ESPANHA DO SÉC. XVI.
Autor: Joseph Perez.
OBS: Quando refere-se a Espanha quer se dizer Castela e Aragão que neste perioldo estão em processo de unificação.
A população de Castela ( Galícia, Leão, Mancha, Extremadura, Andaluzia e Múrcia ) era maior em relação ao reino de Aragão (Aragão, Catalunha e Valência). O crescimento demográfico indica supremacia dos valores de Castelã sobre os valores de Aragão.
OBS.: Ciclo. Peste de 1596 a 1602 produz uma diminuição da produção e excesso de mão-de-obra, que por sua vez aumenta a oferta de trabalho e de produção.
1º Tópico. A produção: Característica agrária.
Divide-se em duas etapas:
1ª etapa: se prolonga até os anos de 1570 – 1580.
Nessa etapa a produção é maior que o consumo interno e gera exportações;
2ª etapa: se estende pelo último terço do século XVI e é marcada por crises, baixa produçao, parasitismo (nobreza) e desperdício.
OBS.: terra, aplicação financeira segura (e proporciona status à nobreza empobrecida e a burguesia ascendente )
Três culturas agrícolas se desenvolvem nesse periodo: os cereais, as oliveiras (azeite) e as vinhas (vinhos).
Em dado momento os cereais perdem a força produtiva, pois são poucos incentivados. Incentiva-se a produção de vinho e azeite para
exportação.
Outro produto da pauta de exportação espanhola é a lã (carneiros merinos).
Nota-se a enfâse à exportação de matérias primas e a baixa produção de manufaturas.
A produção de lã, através da criação de carneiros da raça merino, é incentiva e alcança significativa produtividade. Entretanto, essa lã de boa qualidaqe é exportada, e a que é manufaturada em território espanhol é de baixa qualidade.
Duas razões que prejudicam a indústria textil espanhola
1ª - razão técnica: em geral a lã manufaturada na Espanha e a mão- de-obra são de baixa qualidade. Assim, os produtos textis são de baixa qualidade e não conseguem competir no mercado externo (exceto Segóvia).
2ª - razão produtiva: a produção de matéria prima insuficiente para a industrla de Segóvia, que produzia tecidos de boa qualidade. Portanto, a lã de boa qualidade era exportada, faltando esta para a indústria textil espanhola.
2º Tópico. Comércio
A Espannha possuia um comérc[o forte, porém a tônica comercial era exportar matéria prima e importar bem manufaturados.
OBS.: não esquecer que a Espanha era grande exportadora de lã que eram manufaturadas no exterior. A aristocracia era a grande proprietária de terras, e, por conseguinte, a grande produtora de lã.
Nessa conjuntura, destaca-se a “MESTA” - organização que defendia os interesses dos produtores de lã (aristocracia). A lã exportada gerava altos lucros.
Lã - principal artigo de exportação de Castela.
3º tópico. Subdesenvolvimento da Espanha
Devido às campanhas militares nos Países Baixos e na Itália, a Espanha, em vez de reproduzirem a época de Fernando e Isabel, que mantiveram uma certa estabilidade fiscal, no período de Carlos V e Felipe II se inverte, e o estado espanhol passa a ser deficitário , necessitando de financiamento, muitas vezes externos.
O fluxo de metais preciosos da américa para espanha não pára (gerando inflação). Porém, esses metais não permanecem em territorio espanhol, sendo usados para pagar as dívidas dos estados, ou de maneira indireta para cobrir as importações feitas pela nobreza. Assim sendo, a Espanha serve de intermediária do ouro que provém da América e vai para outras nações da Europa.
Os espanhóis sentem-se tratados como se fossem índios. Exploram e são explorados.
Nesse contexto, nota-se novamente a mentalidade de não produzir, de não trabalhar das elites. Era preferivel importar os produtos manufaturados, pois havia muito ouro vindo da América.
4º tópico. Falência da burguesia
A burguesia e a elite dos funcionários estatais investem seus lucros e sua riquezas na aquisição de terras. Essas aquisições geram lucros a seus donos, e ao mesmo tempo estes ganham prestígio e status de nobreza.
O autor Sanches Albornoz faz uma análise interessante, onde ele destaca três data e acontecimentos do processo histórico espanhol.
1º - chegada dos muçulmanos - 711 dc.
2º - chegada de Colombo à América - 1492 dc.
3º - Carlos V nas Astúrias – 1517 dc.
Com esse enfoque, o autor menciona que a Espanha, a grosso modo nunca priorizou seu desenvolvimento, estando sempre em um processo de conquista e reconquista.
Frase do autor: “A conquista prolonga a reconquista.”
Portanto, mesmo possuindo uma agricultura produtiva, um intenso comércio com outras nações e grande afluxo de metais vindo da América, a Espanha não possuia a mentalidade de reinvestir seus lucros para produzir e gerar mais riquezas.
Aluno: Desconhecido
Download (formato .doc)
Nenhum comentário:
Postar um comentário