terça-feira, 17 de julho de 2007

América Colonial - O Mito do bom Selvagem

O MITO DO BOM SELVAGEM

Sergio Paulo Rouanet

O mito do bom selvagem existe desde a antiguidade, como mito antigo dizia-se centauro, na Idade Média o Homo sylvestris, no período das grandes navegações e descobrimentos o mito foi idealizado na figura do índio. O primeiro a idealizar esse, foi Colombo ao chegar no novo continente. Pero Vaz também não fica muito longe disso ao exaltar os índios encontrados no Brasil na sua carta; o que mais chamou a atenção de ambos pode-se dizer que foi a nudez, mas essa nudez era inocente se comparada com a nudez lasciva da mulher européia, de tão inocente que a mesma se apresentava o olhar do homem para com as índias também se dava de uma forma inocente, mas, não era só a nudez que chamava a atenção e sim também a forma simples de vida que levavam.

Quem mais contribuiu para a idealização do mito do bom selvagem foi Américo Vespúcio. O mito do bom selvagem foi consolidado graças ao franciscano André Thévet e ao calvinista Jean de Léry, que escreveram livros baseados nas suas experiências na França Antártica. Foi Thévet que inaugurou a tradição de criticar a forma de vida européia tomando como base a vida do índio.

Os índios possuíam algumas práticas que aos olhos dos europeus eram chocantes, mas, Thévet e Léry tratavam de explicar as mesmas. Thévet dizia que os índios tupinambás acreditavam sim na imortalidade da alma e na existência de um ser supremo, Tupã, e que isso era mais tolerável e aceitável que o ateísmo, por exemplo; Lery debruçara-se sobre a antropofagia dizendo que o índio praticava a mesma não por gula, mas sim por espírito de vingança; para Lery a sexualidade também de chocante não tinha nada já que a nudez das índias era menos provocante que algumas formas de se vestir das francesas e com base na poligamia as índias se entendiam entre si coisa quase impossível de acontecer entre as mulheres da Europa.

O mito do bom selvagem não estava presente só no Brasil, mas também na América espanhola, mesmo sendo tão grande a diversidade de povos todos eles apresentam a característica de serem bons e pacíficos. Na Inglaterra o selvagem não fez tanto sucesso quanto na França e na Espanha. Após passar pela América do Norte o mito do bom selvagem também estava presente na Oceania, conforme Louis Bougainville a sexulaidade da mulher também era diferente já que as moças eram oferecidas aos marinheiros e também existia o fato de que os filhos mantinham relações com as mães e os pais com as filhas, mas, tudo isso tinha uma explicação lógica para os esse povo que era meramente a reprodução da espécie.

No inicio do século XIX o bom selvagem tem um período de esplendor no romantismo, mas, dura pouco já que nesse século positivo de nada valia os relatos publicados até agora, não se queria idealizar o selvagem, mas sim estudá-lo, nesse período o bom selvagem foi transformado em primitivo, já não importava se este era bom ou mal, mas sim importava conhecê-lo em sua realidade.

O que de fato percebe-se no texto e em nosso ver é uma crítica do autor está no fato de que nós brasileiros adotamos esse mito para nossa cultura. Mito que foi propriamente criado pelo europeu.


Aluno: JOAQUIM BONDO, LUCAS OLIVEIRA, TANCREDO LOPES, TATIANE MARTINS.
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