APRESENTAÇÃO FALCON
De acordo com Falcon, o estudo do mercantilismo pode ser através de uma análise historiografia do período de transição entre feudalismo e capitalismo.
Mercantilismo, processo de transição entre feudalismo e capitalismo, é um híbrido da Idade Medieval e Idade Moderna, tendo esta característica muito presente.
Podemos observar uma sociedade medieval de relações feudais, onde a sociedade burguesa dominante não se constituiu ainda com relações capitalistas.
1ª Sobre a conceitualização do mercantilismo Falcon apresenta três processos:
1) Continuidade: estrutura feudal presente;
2) Ruptura: visão de alguns autores com idéias modernista apontarem a ruptura como uma época pré –capitalista; por no seio do mercantilismo é que forma ou germina os elementos que constituíram mais tarde o sistema capitalista.
3) Dualismo: é um período de transição que não é feudalismo e nem capitalismo e nem a superação entre ambos.
Assim Falcon expõem que é uma época própria, tem uma formação social concreta, sócio-economica, política e ideológica, que não são mais feudais e não podem ser vistas como capitalista, sendo uma Fase de Transição.
Estruturas Econômicas
De acordo com Falcon, o estudo do mercantilismo pode ser através de uma análise historiografia do período de transição entre feudalismo e capitalismo.
Mercantilismo, processo de transição entre feudalismo e capitalismo, é um híbrido da Idade Medieval e Idade Moderna, tendo esta característica muito presente.
Podemos observar uma sociedade medieval de relações feudais, onde a sociedade burguesa dominante não se constituiu ainda com relações capitalistas.
1ª Sobre a conceitualização do mercantilismo Falcon apresenta três processos:
1) Continuidade: estrutura feudal presente;
2) Ruptura: visão de alguns autores com idéias modernista apontarem a ruptura como uma época pré –capitalista; por no seio do mercantilismo é que forma ou germina os elementos que constituíram mais tarde o sistema capitalista.
3) Dualismo: é um período de transição que não é feudalismo e nem capitalismo e nem a superação entre ambos.
Assim Falcon expõem que é uma época própria, tem uma formação social concreta, sócio-economica, política e ideológica, que não são mais feudais e não podem ser vistas como capitalista, sendo uma Fase de Transição.
Estruturas Econômicas
Podemos ver a relação entre campo na agricultura; e cidade na industria.
CAMPO =
Aforamento: Origem Feudal (servidão pessoal) Foreiro
Parceiro: Lugar intermediário entre os dois tipos de relações, sendo tipicamante a forma de transição.
Arrendamento: Aproxima-se das relações contratuais capitalistas
CIDADE =
Artesanato: Produção de pequenas oficinas, o artesão é dono dos meios de produção
Manufatura: Organização onde o artesão é subordinado a um empresário.
Empresário fornece matéria-prima, instrumentos de trabalho, se apropria da produção, paga por tarefa ou mais tarde salário.
ACUMULAÇÃO PRIMITIVA: Separação dos trabalhadores e os meios de Produção. Trabalhadores: Força de Trabalho = salário. Capital: Terras e Ferramentas = Classe Proprietária
Estruturas Sociais
A sociedade mercantilista é conhecida como uma sociedade do antigo Regime, que tem por características o fato de ser uma “Sociedade de Ordens”, quase sempre identificada com o conceito Weberiano de sociedade estamental.
Há uma negação formal a respeito da possibilidade teórica ou da validação histórica de se analisar essa sociedade em termos de classes sociais.
Tendo perspectivas teóricas bem diversas cujo elemento comum é a negação.
De outro lado, Marx e Engels afirmam o caráter estritamente capitalista e burguês da sociedade de classes e da consciência, daí inferindo a impossibilidade de utilizarmos o conceito de classe social.
Idéias Mercantilistas
2º As idéias práticas mercantilistas relacionadas a conquista do Novo mundo se deve ao fato de afluxo crescente de ouro e prata provenientes da América. O metal precioso tem grande valor como moeda, há um controle de entrada e saída destes metais restringindo ao máximo sua saída, é imagem que temos hoje difundida acerca do pensamento mercantilista.
Mercantilismo
A crise proporcionada pelos acontecimentos do século XIV (fome, peste e guerras) desorganizou a economia européia, abrindo caminho para um novo comportamento, caracterizada por uma profunda intervenção do Estado no processo econômico. Ao conjunto de idéias que foram colocados em prática, ao longo do período de transição feudalismo/capitalismo, deu-se o nome de mercantilismo (século XV ao século XVII). Para Falcon “o mercantilismo constituiria uma primeira manifestação do espírito capitalista, mola mestra da criação e desenvolvimento da sociedade moderna” (FALCON, P. 11). A organização dos Estados modernos não surgiu de uma hora para outra, foram vários séculos de organização e formação de limites e fronteiras, ocorridos principalmente durante e em conseqüência do mercantilismo.
Podemos considerar o mercantilismo um período de transição do feudalismo para o capitalismo, o qual não tem características estritamente feudais ou capitalistas. Segundo Falcon, “trata-se de reconhecer, por um lado, a existência, ainda, de relações feudais e, por outro, afirmar também existência, já, de relações de tipo capitalista. Um feudalismo em crise, em processo de desagregação continuada; um capitalismo incipiente, todo um processo de acumulação primitiva” (FALCON, P. 21). Além da convivência de características feudais e capitalistas ao mesmo tempo, há também características exclusivamente mercantilistas, as quais não podem ser encontradas em nenhum outro modo de produção, apesar de que o mercantilismo não é um modo de produção e sim, apenas uma "política-econômica" da época. Portanto, pode-se caracterizar o mercantilismo como "o conjunto de idéias e práticas econômicas que caracterizam a história econômica européia e, principalmente, a política econômica dos Estados modernos europeus durante o período situado entre os séculos XV/XVI e XVIII”.
Objetivos do Mercantilismo
1. Enriquecer e fortalecer o Estado Nacional.
2. Mudar a conjuntura ideológica do Estado.
3. Dar o controle de mercados e rotas para a burguesia, como o monopólio.
4. Criar manufaturas para o mercado nacional usando o protecionismo.
Idéias e Práticas Mercantilistas
Direcionamento da Economia - O Estado intervém fortemente na economia, ditando as normas, criando tarifas alfandegárias, monopólios, controle de preços e salários, qualidade do produto, à natalidade, para baratear a mão de obra.
Sistema Sociais – Carateriza-se por uma sociedade de ordens, Falcos nos diz que, “a chamada sociedade de ordens tenta escamotear através de diversas práticas politico-juridicas e ideológicas aquilo que é o caráter essencial mesmo de tais sociedades: a existência de uma classe de proprietários de terras (nobreza e clero), e uma classe de camponeses ocupantes, dessas terras (FALCON, P. 27).
Econômico Nacional - Uma nação devia bastar a si mesma. O Estado devia se tornar independente dos fornecimentos estrangeiros. O paternalismo estatal cuida do povo, do miserável, com assistência médica gratuita, para possuir bases sólidas, mercado, exército sadio, cidadãos numerosos.
A Influência do Metalismo- "A abundancia de ouro e de prata é a riqueza de um país". Afirmava Jean Bodin. Assim um das principais preocupações dos Estados Nacionais era acumular estoques metálicos, impedindo a sua saída do país, pois se o estoque mundial era limitado, se uma nação obtivesse muitos metais, isso só era feito em detrimento de uma nação empobrecida.
As Colônias - A função das colônias é de complementar a economia da metrópole, consumindo as manufaturas da metrópole e fornecendo matéria prima e metais preciosos. Poderia citar alguns dispositivos para justificar a questão das colônias, foram criados: o monopólio , que garantia à metrópole controle exclusivo sobre as atividades mineradoras na colônia, fazendo com que as riquezas afluíssem facilmente para os países colonizadores; um segundo seria o pacto colonial, onde a colônia ficava presa à metrópole no que se referia às suas atividades comerciais, sendo obrigada a fornecer matérias-primas (mais baratas) e a comprar manufaturas (bem mais caras). Ainda segundo o pacto, era vedado à colônia o direito de produzir qualquer tipo de manufatura e a manutenção de relações comerciais com quaisquer outros países. Segundo Falcon, “as colônias têm o papel único de desempenhar, no sentido de garantir às suas metrópoles os meios de obterem uma balança comercial favorável (FALCON, P. 80).
Balança de comércio favorável - Para evitar a evasão de metais preciosos, as exportações deveriam ser maiores que as importações. Assim o Estado criava prêmios para as exportações, isentava as novas manufaturas de pagamento dos impostos e criava altas taxas aduaneiras para conter a importação. Para Falcon, “os dois pontos cruciais mo mercantilismo, na teoria e na pratica, foram a sua teoria monetária e a sua teoria da balança comercial (FALCON, P. 95).
Conclusão
O mercantilismo não é um sistema econômico, não pode ser considerado um modo de produção, terminologia que se aplica ao feudalismo. O mercantilismo é a lógica econômica da transição feudalismo ao capitalismo.
Parceiro: Lugar intermediário entre os dois tipos de relações, sendo tipicamante a forma de transição.
Arrendamento: Aproxima-se das relações contratuais capitalistas
CIDADE =
Artesanato: Produção de pequenas oficinas, o artesão é dono dos meios de produção
Manufatura: Organização onde o artesão é subordinado a um empresário.
Empresário fornece matéria-prima, instrumentos de trabalho, se apropria da produção, paga por tarefa ou mais tarde salário.
ACUMULAÇÃO PRIMITIVA: Separação dos trabalhadores e os meios de Produção. Trabalhadores: Força de Trabalho = salário. Capital: Terras e Ferramentas = Classe Proprietária
Estruturas Sociais
A sociedade mercantilista é conhecida como uma sociedade do antigo Regime, que tem por características o fato de ser uma “Sociedade de Ordens”, quase sempre identificada com o conceito Weberiano de sociedade estamental.
Há uma negação formal a respeito da possibilidade teórica ou da validação histórica de se analisar essa sociedade em termos de classes sociais.
Tendo perspectivas teóricas bem diversas cujo elemento comum é a negação.
De outro lado, Marx e Engels afirmam o caráter estritamente capitalista e burguês da sociedade de classes e da consciência, daí inferindo a impossibilidade de utilizarmos o conceito de classe social.
Idéias Mercantilistas
2º As idéias práticas mercantilistas relacionadas a conquista do Novo mundo se deve ao fato de afluxo crescente de ouro e prata provenientes da América. O metal precioso tem grande valor como moeda, há um controle de entrada e saída destes metais restringindo ao máximo sua saída, é imagem que temos hoje difundida acerca do pensamento mercantilista.
Mercantilismo
A crise proporcionada pelos acontecimentos do século XIV (fome, peste e guerras) desorganizou a economia européia, abrindo caminho para um novo comportamento, caracterizada por uma profunda intervenção do Estado no processo econômico. Ao conjunto de idéias que foram colocados em prática, ao longo do período de transição feudalismo/capitalismo, deu-se o nome de mercantilismo (século XV ao século XVII). Para Falcon “o mercantilismo constituiria uma primeira manifestação do espírito capitalista, mola mestra da criação e desenvolvimento da sociedade moderna” (FALCON, P. 11). A organização dos Estados modernos não surgiu de uma hora para outra, foram vários séculos de organização e formação de limites e fronteiras, ocorridos principalmente durante e em conseqüência do mercantilismo.
Podemos considerar o mercantilismo um período de transição do feudalismo para o capitalismo, o qual não tem características estritamente feudais ou capitalistas. Segundo Falcon, “trata-se de reconhecer, por um lado, a existência, ainda, de relações feudais e, por outro, afirmar também existência, já, de relações de tipo capitalista. Um feudalismo em crise, em processo de desagregação continuada; um capitalismo incipiente, todo um processo de acumulação primitiva” (FALCON, P. 21). Além da convivência de características feudais e capitalistas ao mesmo tempo, há também características exclusivamente mercantilistas, as quais não podem ser encontradas em nenhum outro modo de produção, apesar de que o mercantilismo não é um modo de produção e sim, apenas uma "política-econômica" da época. Portanto, pode-se caracterizar o mercantilismo como "o conjunto de idéias e práticas econômicas que caracterizam a história econômica européia e, principalmente, a política econômica dos Estados modernos europeus durante o período situado entre os séculos XV/XVI e XVIII”.
Objetivos do Mercantilismo
1. Enriquecer e fortalecer o Estado Nacional.
2. Mudar a conjuntura ideológica do Estado.
3. Dar o controle de mercados e rotas para a burguesia, como o monopólio.
4. Criar manufaturas para o mercado nacional usando o protecionismo.
Idéias e Práticas Mercantilistas
Direcionamento da Economia - O Estado intervém fortemente na economia, ditando as normas, criando tarifas alfandegárias, monopólios, controle de preços e salários, qualidade do produto, à natalidade, para baratear a mão de obra.
Sistema Sociais – Carateriza-se por uma sociedade de ordens, Falcos nos diz que, “a chamada sociedade de ordens tenta escamotear através de diversas práticas politico-juridicas e ideológicas aquilo que é o caráter essencial mesmo de tais sociedades: a existência de uma classe de proprietários de terras (nobreza e clero), e uma classe de camponeses ocupantes, dessas terras (FALCON, P. 27).
Econômico Nacional - Uma nação devia bastar a si mesma. O Estado devia se tornar independente dos fornecimentos estrangeiros. O paternalismo estatal cuida do povo, do miserável, com assistência médica gratuita, para possuir bases sólidas, mercado, exército sadio, cidadãos numerosos.
A Influência do Metalismo- "A abundancia de ouro e de prata é a riqueza de um país". Afirmava Jean Bodin. Assim um das principais preocupações dos Estados Nacionais era acumular estoques metálicos, impedindo a sua saída do país, pois se o estoque mundial era limitado, se uma nação obtivesse muitos metais, isso só era feito em detrimento de uma nação empobrecida.
As Colônias - A função das colônias é de complementar a economia da metrópole, consumindo as manufaturas da metrópole e fornecendo matéria prima e metais preciosos. Poderia citar alguns dispositivos para justificar a questão das colônias, foram criados: o monopólio , que garantia à metrópole controle exclusivo sobre as atividades mineradoras na colônia, fazendo com que as riquezas afluíssem facilmente para os países colonizadores; um segundo seria o pacto colonial, onde a colônia ficava presa à metrópole no que se referia às suas atividades comerciais, sendo obrigada a fornecer matérias-primas (mais baratas) e a comprar manufaturas (bem mais caras). Ainda segundo o pacto, era vedado à colônia o direito de produzir qualquer tipo de manufatura e a manutenção de relações comerciais com quaisquer outros países. Segundo Falcon, “as colônias têm o papel único de desempenhar, no sentido de garantir às suas metrópoles os meios de obterem uma balança comercial favorável (FALCON, P. 80).
Balança de comércio favorável - Para evitar a evasão de metais preciosos, as exportações deveriam ser maiores que as importações. Assim o Estado criava prêmios para as exportações, isentava as novas manufaturas de pagamento dos impostos e criava altas taxas aduaneiras para conter a importação. Para Falcon, “os dois pontos cruciais mo mercantilismo, na teoria e na pratica, foram a sua teoria monetária e a sua teoria da balança comercial (FALCON, P. 95).
Conclusão
O mercantilismo não é um sistema econômico, não pode ser considerado um modo de produção, terminologia que se aplica ao feudalismo. O mercantilismo é a lógica econômica da transição feudalismo ao capitalismo.
Aluno: Gilberto Oliveira
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