terça-feira, 17 de julho de 2007

Antigüidade Oriental -

Império Antigo

Datação
Tratando-se de Império Egípcio, é complicado dar datas precisas pois nada é comprovado, todas as datações são aproximadas e divergem de autor para autor. Portanto, usarei a datação de Mario Curtis Giordani. Segundo o mesmo, o Antigo Império Egípcio vai de 2778 a 2423 a.e.c. e o período intermediário entre o Antigo e o Médio Império vai de 2423 a 2065 a.e.c.

Características
No Antigo Império, o Egito se caracteriza pelas preocupações internas, ou seja, é muito mais necessário consolidar a unificação do alto e do baixo Egito e solidificar um governo central na figura do Faraó, além de ter que se defender de povos estranhos, do que preocupar-se com expansão territorial.
O Antigo Império vai da 3ª à 5ª dinastia, e podemos citar também um período intermediário entre o antigo e o médio império, que vai da 6ª à 10ª dinastia.
Entre a 3ª e a 5ª dinastias, a preocupação central é solidificar a monarquia absoluta, ou seja, a centralização do poder. No período entre a 5ª e a 6ª dinastia, já se percebe a influência dos sacerdotes e dos grandes funcionários, evidenciando o fim da autocracia primitiva e o início de um regime oligárquico e feudal, o que mostra um avanço tecnológico e agrícola, já que o regime feudal é dependente da agricultura. Também podemos citar nesse período a consolidação da escrita, inclusive na pessoa de funcionários do Faraó que tinham o conhecimento da mesma.
Na 3ª dinastia temos um personagem importante: o Faraó Djoser. Seu reinado de sucesso se deve também a seu conselheiro e ministro Imhotep, conhecido por ser um grande sábio, que possuía grande conhecimento tanto na área médica como na área de construção de monumentos e nas letras. Também vale ressaltar que nessa mesma dinastia, a capital foi transferida para Mênfis.
Na 4ª dinastia o fato mais importante foi a construção das 3 maiores pirâmides: Quéops, Quéfrem e Miquerinos.
No fim do Antigo Império notamos o fortalecimento dos nomarcas, governadores dos nomos, que conseguiram transformar seu cargo temporário em cargo hereditário, o que nos mostra uma espécie de feudalismo cada vez mais forte. Desse feudalismo resulta uma grave crise econômica, já que a economia feudal é fechada e o comércio perde força por isso e a existência de um exército em cada feudo faz com que o poder central se enfraqueça sem defesa, pois com exércitos em cada feudo, a defesa do Império é fraca, as fronteiras ficam suscetíveis a invasões e a descentralização do poder é um risco natural que surge. Dessa crise provém o período intermediário entre o Antigo e o Médio Império, assim como haverá outra crise entre o Médio e o Novo Império.
Aluno: Lucas Haigert Oliveira

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